Antidepressivos: Para que serve? Como funcionam? Mais usados?

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Primeiramente, é nosso dever comunicar que este texto tem caráter exclusivamente informativo. Portanto, não é um texto que induz o consumo ou compra de antidepressivos, pois são medicamentos fortes que devem ser consumidos somente em casos de necessidades reais e sob orientação médica.

A seguir, falaremos sobre como os antidepressivos funcionam no organismo, quais os mais usados e muitas outras informações!

antidepressivos

O que são antidepressivos?

Antidepressivos fazem parte da categoria de medicamentos psiquiátricos, os quais agem diretamente no sistema nervoso central. O principal foco é tratar distúrbios ou transtornos, tais como depressão, vícios, problemas com o sono, dentre outros. Antidepressivos não curam tais problemas, e sim controlam grande parte de sintomas físicos e emocionais.

Para que servem os antidepressivos?

Os antidepressivos são medicamentos que servem para o tratamentos de diferentes doenças, como transtornos mentais ou distúrbios emocionais.

Se enquadram nessas os transtornos depressivos, caracterizados por tristeza extrema, falta de interesse, mudanças de humor e estresse; transtornos de ansiedade, como TOC, fobias, síndrome do pânico; transtornos que afetam a personalidade, como bipolaridade, transtorno de personalidade borderline; transtornos alimentares, como compulsão e bulimia; vícios e dependências, como cigarro, álcool e outras drogas; distúrbios do sono, como insônias temporárias ou crônicas; e também dores crônicas neurológicas, como nos tratamentos de fibromialgia.

Como funcionam os antidepressivos?

Antidepressivos agem no cérebro para equilibrar as funções eletroquímicas, as quais ficam desreguladas quando se tem depressão; a maioria deles se caracteriza por trazer normalização aos níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina, que são os neurotransmissores que vão ajudar a controlar e até fazer sumir as sensações de tristeza, angústia, falta de sono, de apetite, sensação de culpa, dentre outros que afetam a saúde mental e emocional da pessoa.

Antidepressivos mais usados

Os antidepressivos são divididos em classes de acordo com seu mecanismo de ação. Os mais indicados pelos médicos de cada uma dessas categorias são:

  • Antidepressivos tricíclicos: Imipramina, Clomipramina, Amitriptilina ou Nortriptilina;
  • Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS): Fluoxetina, Paroxetina, Citalopram, Escitalopram, Sertralina ou Trazodona;
  • Inibidores da recaptação ou aumento da atividade da serotonina e da noradrenalina: Venlafaxina, Desvenlafaxina, Duloxetina ou Mirtazapina;
  • Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO): Selegilina, Pargilina, Fenelzina ou Toloxatona;
  • Outros tipos: Bupropiona, Trazodona, Nefazodona ou Amoxapina.

Fonte: Tua Saúde.

A escolha do melhor antidepressivo para seu caso também é baseada no seu estilo de vida e necessidades.

Pessoas que não podem engordar, por exemplo, não devem se medicar com um antidepressivo que aumente o apetite; já quem deseja parar de fumar, existem antidepressivos que auxiliam no controle dos vícios; o mesmo para quem tem insônia, que devem tomar antidepressivos que relaxam e melhoram o sono; quem tem doenças cardíacas deve evitar aqueles que interfiram nos batimentos cardíacos; e até mesmo quem tem epilepsia deve evitar certos tipos do medicamento.

Por isso é tão importante respeitar a orientação médica e tomar corretamente o melhor antidepressivo para seu caso.

Efeitos colaterais dos antidepressivos

Antidepressivos são medicamentos fortes, então certos efeitos colaterais são bem comuns de acontecer, mas são considerados normais dentro do limite. São eles:

  • Náuseas;
  • Aumento do apetite ou queda do apetite;
  • Ganho de peso ou perda de peso;
  • Falta de libido e distúrbios sexuais, como disfunção erétil ou menos orgasmos;
  • Insônia ou sono em excesso;
  • Boca seca;
  • Visão embaçada;
  • Distúrbios gastrointestinais, como prisão de ventre e diarreia;
  • Agitação e irritabilidade;
  • Ansiedade.

A incidência ou não de efeitos colaterais tomando antidepressivos também está diretamente ligada a tomar o produto nas dosagens recomendadas, a uma alimentação adequada e hábitos saudáveis no dia a dia.

Quaisquer reações, alergias ou alterações na saúde devem ser comunicadas ao seu médico; em casos de riscos, ele poderá sugerir outro tipo de remédio com efeito semelhante sem afetar sua sáude.

Opções de antidepressivos naturais

Apesar de o efeito dos chamados antidepressivos naturais não substituir a ação dos remédios antidepressivos, tais alimentos ou hábitos abaixo têm forte influência no tratamento como um todo, servindo de complemento para você se sentir melhor, já que também agem no sistema nervoso. São algumas opções:

– Comer alimentos ricos em vitaminas B12, ômega 3 e triptofano: Tais ativos são convertidos em serotonina e outras substâncias importantes no sistema nervoso. São alguns desses alimentos: queijo, amendoim, banana, salmão e espinafre.

– Curcumina: Uma especiaria indiana muito eficaz contra a depressão, que aumenta os níveis de serotonina e dopamina, melhorando o humor da pessoa. É indicada para ser consumida em tratamentos de depressão acompanhada de TOC.

Chá verde: O EGCG é um ativo do chá verde que aumenta a resistência ao estresse, estimulando substâncias relaxantes no nosso organismo. Ao mesmo tempo que relaxa, mantém a mente atenta e mais disposta.

– Sol: Se expor ao sol em horários saudáveis, antes das 10h e depois das 16h, estimula a produção de vitamina D, que também colabora para a produção da serotonina; cerca de 15 a 30 minutinhos por dia já são o suficiente.

– Exercícios físicos: Atividades físicas como caminhadas, musculação e esportes estimulam os hormônios e melhoram o bem-estar. Além disso, interagir com pessoas nesses ambientes melhoram a convivência social e isso faz bem também para o sistema nervoso.

Melhoras! 🙂

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